Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

Dica de Filme: Anonymous

Vi a dica desse filme no Manhattan Connection e fiquei louca pra ver! Assisti esses dias e realmente é sensacional.
A história explora a antiga e consistente teoria de que as peças de William Shakespeare, na verdade, tenham sido escritas pelo Conde de Oxford Edward de Vere, um grande erudito da época e que há um boato que teve um caso com a rainha. Como pano de fundo um momento histórico, que me fascina: os conflitos causados pela sucessão da Rainha Elizabeth I. 
Vale muito a pena assistir. Da uma olhadinha no trailler:



Dica de filme: In Time


Esse filme, com o título no Brasil de "O preço do amanha" (2011), não tem um enredo fantástico nem diálogos sensacionais, mas nos faz pensar como utilizamos nosso tempo e como, de fato, tempo é vida e não devemos desperdiça-lo! No filme todas as pessoas possuem um relógio no braço mostrando quanto tempo ainda tem de vida. Esse relógio aparece quando a pessoa completa 25 anos e para de envelhecer, a partir dessa idade para conseguir mais tempo de vida tem que trabalhar.
Aliás tudo na história é pago com tempo - que é descontado desse relógio digital - comida, pedágio, aluguel, roupas, etc.
Única coisa que não gostei muito é que o homem mais rico do filme é o banqueiro explorador. Essa imagem marxista de que para existir o rico tem que ter o proletariado é ultrapassada, pois cada vez mais dinheiro é uma ideia, que não necessariamente precisa existir os pobres servidores para se criar fortunas, vide os jovens bilionários do Vale do Silício.

O Obvio


As vezes é preciso ficar longe de tudo e todos para se conectar consigo mesmo.
Saber o que você realmente pensa e não o que quer que os outros pensem de você, ou que gostaria de mostrar.
E tem uma coisa em particular que faz toda a diferença, sair da internet.
Experimente ficar alguns dias, principalmente nas férias quando isso é mais viável, sem entrar na internet e vivenciar mais momentos ao vivo, olhando nos olhos, sentido o cheiro e o toque, com as pessoas que você gosta.
Várias pessoas já devem ter notado o quanto redes sociais, blogs inúteis, e-mails desnecessários e a Luiza, que voltou do Canadá, diminuem sua produtividade.
Isso é tão óbvio, mas só me dei conta do impacto disso na minha vida depois de passar muitos dias olhando o mar e depois no meio do mato sem internet e notar que em 20 dias desconectada li 2 livros, escrevi vários poemas, vi uma dezena de filmes, pratiquei Yôga todos os dias e dei atenção a quem realmente importa e se importa comigo, e não com quem curte seus comentários no facebook ou retweeta sua frases e depois encontra na rua e nem te cumprimenta.

Sexta-feira, Janeiro 06, 2012

Que tipo de geek voce é?

De “o cara mais zoado da sala de aula” para “cool”, os geeks entraram de vez para a cultura pop. Nem sempre foi assim. Para que chegassem ao ponto de hoje, a classe passou por muita coisa e, mais que isso, se dividiu em diversos ramos. Para sintetizar essa trajetória e todos os tipos de geeks que existem ou já existiram, o site Flowtown fez o bonito e interessante infográfico que está ai abaixo. E você, se identificou com algum deles?

                                                            clique aqui para ampliar

Retirado do blog: personalnerd


Domingo, Dezembro 25, 2011

O preço de todas as coisas


Esse foi o título de um livro que li esse ano, "O preço de todas as coisas - por que pagamos o que pagamos", de Eduardo Porter. Quando contei à uma amiga o quanto eu estava apreciando o conteúdo do livro e compartilhei a ideia de que tudo tem um preço, de que o princípio do grátis não existe você apenas não tem consciência de que está pagando, ela argumentou que existem muitas coisas sem preço: amor de mãe, por exemplo.

O amor de mãe realmente não tem um preço contábil mas existe um grande custo de oportunidade de ter um filho. O custo de oportunidade é um termo usado em economia para indicar o custo de algo em termos de uma oportunidade renunciada, ou seja, o custo, até mesmo social, causado pela renúncia do ente econômico, bem como os benefícios que poderiam ser obtidos a partir desta oportunidade renunciada. São custos implícitos que não envolvem desembolso monetário. Esses custo são estimados a partir do que poderia ser ganho no melhor uso alternativo.

Eduardo Porter não é economista, é jornalista membro do corpo editorial do New York Times e escreve de maneira esclarecedora à entendidos e leigos do "economês".

O livro é repleto de curiosidades e faz uma reflexão sensível sobre o valor que atribuímos às coisas e revela o que os preços estão realmente nos dizendo.

Quinta-feira, Dezembro 01, 2011

Sampa


E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Sampa - Caetano

Caetano


Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim

Segunda-feira, Novembro 28, 2011

Cartas de Mario Vargas Llosa para mim

Eu nunca soube porque eu escrevia. Desde que fui alfabetizada lembro eu escrevendo meus sentimentos em cadernos, depois versos, poemas, contos... Mas muitos antes disso, eu criava meus personagens. Não era necessariamente apenas amigos imaginários, eles existiam de verdade no meu mundo! Não entenda como esquizofrenia, mas é que eles tinham personalidade, seus outros amigos, local de nascimento, conflitos pessoais, voz, expressões e trejeitos próprios.

No começo, a maioria surgiu por influência da minha mãe que sempre me incentivou a dar nome às bonecas, construir sua estórias, regando minha imaginação e criatividade.

Pra mim era super natural todo aquele mundo criado, porém percebi que para as outras pessoas não era. Então comecei a guardá-los só pra mim; até que literatura me fez descobrir que eu não era anormal, existia mais pessoas que também criavam pessoas e histórias. E então eu passei a agregar ainda mais personagens ao meu mundo, que ficava cada vez melhor, através dos livros. 

Sábado, ganhei um dos melhores presentes da minha vida de alguém que me conhece muito. O livro "Cartas a um jovem escritor" de Mario Vargas Llosa proporcionou-me enormes reflexões e autoconhecimento. 

"Qual a origem dessa disposição precoce para inventar seres e histórias, que é o ponto de partida da vocação de escritor? Creio que a resposta: rebeldia. Estou convencido de que quem se entrega à elucubração de vidas distintas daquela que vive na realidade demonstra dessa forma indireta sua rejeição e crítica à vida como ela é e ao mundo real, bem como seu desejo de substitui-los por outros, fabricados por sua imaginação e desejos."

Claro! Os personagens eram os amigos que eu gostaria de ter. Um deles, Petronio Varela, era um gênio com PhD em física com apenas 12 anos. Outro, Douglas, um alemãozinho, eterna criança de alma pura. Todos eles eram muito mais interessantes que os meus amigos do mundo real.

Mario Vargas Llosa, obrigada pelas cartas. Paulo, obrigada por trazê-las até mim.


Sexta-feira, Novembro 11, 2011

A Pele que Habito


Pedro Almodovar, o diretor surrealista.

Segundo a definição, as características do surrealismo são: a combinação do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente. Para esse estilo, a arte deve se libertar das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana.

Eu já assisti todos os filmes de Almodovar, alguns me chocaram mais que outros, alguns gostei mais que outros, mas a cada filme me tornei mais fã. Semana passada assisti "A pele que habito" e sai do cinema sorrindo. Aquele riso de quem não acredita muito no que viu. Chocada como alguém pode construir personagens tão complexos, tão loucos, tão surreais.

Nesse último, o menos colorido de seus filmes, a temática recorrente - travestis, homossexualismo, estupro - continua presente por trás da ficção científica.

Quem não gosta de Almodovar é quem está preso no realismo, na consciência cotidiana, ou não entende.